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    História da comunidade de Mariana em Caraúbas, RN

    ICÉM CARAÚBAS | GIDEL DE MORAIS | 31 DE OUTUBRO DE 2017 - 08:16HS



    A comunidade de Mariana começou sua povoação no ano de 1900 atualmente abrangendo uma área de mais ou menos 3km, está localizada na região da Várzea, a 20km de distância da sede do município de Caraúbas, ficando próximo da Lagoa do Apanha Peixe.

    Os primeiros habitantes viviam da agricultura sendo a mais cultivada a cultura do plantio do arroz feijão, milho, algodão e sorgo. A maioria dos agricultores não tinham terra próprias e faziam parcerias com os proprietários de terras em busca do sustento para suas famílias. 

    As famílias tinham também outras fontes de trabalhos, como corte da Palha de Carnaúba, uma tradição que até os dias de hoje é cultivado pelos moradores. Vale salientar, que a Pesca na lagoa do Apanha Peixe era comum entre alguns habitantes.

    Na época, a situação financeira das famílias era muito precária e o êxodo rural a cada dia aumentava. Nos últimos tempos foram embora 13 famílias, pois a maioria não tinha terra para trabalhar e não tinha uma assistência na agricultura por parte dos poderes públicos.

    A luta dos moradores para começar a se organizar:

    A comunidade Mariana era um lugar com pouca comunicação sem movimentos. viviam seus habitantes de seus trabalhos sem nunca terem se reuniram para discutir o que a comunidade necessitava não sabia o que era viver para outros e como a base da religião era a católica as únicas reuniões eram só para rezar.

    No ano de 1970, a comunidade de Mariana começou a mudar quando a paróquia de Caraúbas recebeu um novo sacerdote, na pessoa de Pe. Lourenço. Na época houve grande modificação na vida social e religiosa do povo, ele começou a Pastoral com os seus paroquianos mostrando que religião não é apenas rezar muito menos viver só para si.

    No mês de maio de 1971 houve uma reunião na comunidade na casa do saudoso Francisco de Assis Viana, a qual foi muito participada, naquela reunião muitos assuntos foram discutidos sentiu-se a necessidade de outras reuniões e os moradores convidaram novamente o Padre Lourenço e a equipe Paroquial para continuar visitando a comunidade.

    Constatando-se a falta de espaço para os encontros os habitantes resolveram partir para construção de um centro social e assim, o prédio foi construído com ajuda da Paróquia através de Cáritas Diocesana e toda a mão-de-obra foi da Comunidade. Esse centro foi de muita importância para os moradores, pois nele ouvir muitos cursos importantes com recursos PIPMO. Também cursos de tricô crochê corte e costura bordado à máquina, cujos motores dos referidos cursos era voluntários gratificados pela mercadoria de Cáritas através da máquina. Por intermédio da Paróquia vieram de Mossoró uns agrônomos que ministraram cursos de combate às pragas vacinadores de animais e plantas de caju.  Foi grande a integração do pessoal da zona rural com a zona urbana. Deste modo, essas atividades marcaram o início da organização da comunidade despertando no povo o interesse pela vida em comum. E assim, os moradores foram caminhando com a orientação de Padre Lourenço que sempre esteve do lado deles dando seu apoio e animando através dos evangelizadores.

    Alguns acontecimentos marcaram as lutas na organização:

    1- O MEB (movimento de Educação de base), em 1976 concurso supletivo dinâmico fase "B" do qual participaram 40 alunos, cujo objetivo, era atinge a base da integração da maioria dos alunos nas atividades comunitárias, todos começaram a se interessar pelo desenvolvimento de da comunidade, além da conclusão do ensino primário e por ocasião do encerramento deste curso foi celebrada uma missa na comunidade, em 30 de dezembro de 1976, pelo Vigário Padre Lourenço.

    2- As reuniões das famílias da catequese as palestras as celebrações que Padre Lourenço realizou na comunidade com os seus ensinamentos do Evangelho, mostrando ao povo que religião não é só rezar, mas também lutar por uma sociedade Justa e em que todos vivam bem que Deus não quer seu filho sofrendo ajudou aos moradores se organizarem e lutarem por dias melhores.

    3 – Os moradores iniciaram uma luta para conseguir um prédio para escolar, eles foram persistentes e nunca desistiram ou desanimaram, até que um dia, a prefeitura resolveu construir um prédio para a escola, que hoje tem o nome de Escola Municipal Professor Francisco de Acací Viana.

    4 - A seca que trouxe muitas dificuldades fome e falta de água uniu a todos os moradores para exigir das autoridades que o trabalho da “emergência do governo” fosse na própria comunidade, pois, além da fome, os trabalhadores tinham que se deslocar para São Geraldo. Eles enfrentaram a luta através de abaixo-assinado e outras reivindicações e conseguiram do batalhão do Exército que a frente de trabalho fosse no Açude da Comunidade. Isso deu força para o nosso trabalho.

    5 - A construção do mini posto de saúde feito em um trabalho de mutirão através da Emater. A população conseguiu o funcionamento deste mini posto para atendimento de saúde. Na epoca foi feito a eleição para comunidade escolher os atendimentos sendo escolhido a senhora Maria da Conceição Pompéia e o senhor Francisco Tavares de Oliveira, que participaram de um curso de saúde em Mossoró e foram contratados pela secretaria de saúde para serem atendentes.

    6 - A delegacia do sindicato que foi fundado na comunidade, onde já houve muita reunião para os trabalhos Rurais.

    7 – Também destacamos os projetos alternativos no período da seca, graças a ajuda de Padre Lourenço, onde a comunidade estava na miséria e foi privilegiada com esses projetos com os quais construiu uma cisterna Comunitária com a capacidade para 100 mil litros de água o que muito beneficiou a todos.

    8 - A criação do banco de sementes que muito facilitou a plantação e o trabalho de mutirão sendo esse trabalho já muito comum entre o povo no tempo de inverno na época da plantação da limpa e da colheita.

    A comunidade de Mariana se desenvolveu economicamente ao logo dos anos e hoje, dia 31 de outubro de 2017, depois de tantas lutas, Mariana se tornou em uma das principais comunidades do município de Caraúbas, graças a luta de seu povo e o incentivo e apoio do Pe. Lourenço, que muito contribuiu.

    Com informações da equipe de evangelização da época:
    Francisca Nadir de Morais
    Francisco Tavares de oliveira
    José Alexandrino Filho
    José Batista da Costa
    César Augusto de Morais
    Pedro Canísio Câmara 

    O site Icém Caraúbas agradece também a pessoa do professor Robenildo de Lima pelas informações.



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